Capa da vitória: Um milhão de assinaturas contra o divórcio

1966-06-01

Um milhão de assinaturas contra o divórcio

Em 1966 tramitava na Câmara Federal, encaminhado pelo Governo Castelo Branco, um projeto de novo Código Civil que incluía em seus dispositivos uma virtual implantação do divórcio.

Na mídia alinhada à esquerda muitos eram os partidários do divórcio que investiam furiosamente contra a manutenção da indissolubilidade do vínculo matrimonial, e o Episcopado, salvo raras exceções, se mantinha num mutismo desconcertante.

Assim, os brasileiros antidivorcistas, embora fortemente majoritários, tinham a impressão de que a Nação inteira se tornara divorcista. E com isto perdiam a vontade de lutar e a esperança da vitória.

TFP sai às ruas contra o divórcio

Coube então à TFP revelar aos antidivorcistas a sua própria força, restituindo-lhes o ânimo e desestimulando os divorcistas. Era o meio de salvar a indissolubilidade conjugal ameaçada. 

Em 2 de junho a TFP saiu às ruas, coletando assinaturas para um Apelo aos altos Poderes civis e eclesiásticos em prol da família brasileira, no projeto de Código Civil. 

O público antidivorcista – imensa maioria – começou a assinar em massa. No 11º dia da campanha, quando o Apelo atingia 500 mil firmas, deu-se a primeira vitória dos antidivorcistas: o projeto foi retirado, para reexame, pelo Governo federal.

Entretanto, nesse mesmo dia, os Deputados Nelson Carneiro e José Maria Ribeiro reapresentaram à Câmara, como projeto de sua própria iniciativa, os dispositivos sobre o divórcio do Código mandado retirar pelo Presidente da República.

“Em 50 dias, em 142 cidades, 1.042.359 brasileiros assinam as listas da TFP”. E o divórcio foi rejeitado.

CNBB acautela o público contra a TFP

Absolutamente desconcertante, nessa ocasião, foi a conduta da Comissão Central da CNBB, em comunicado de 17 de junho de 1966 – no qual com dificuldade se vislumbrava uma censura ao divórcio – o organismo episcopal procurava acautelar os católicos acerca das atividades da TFP, ao mesmo tempo que se referia de modo ameno e benigno, tanto ao projeto de Código Civil que introduzia subrepticiamente o divórcio em nossa legislação, como ao MEB (Movimento de Educação de Base), cujo caráter subversivo e comunistizante era reconhecido pela generalidade dos brasileiros.

Súplica à Rainha do Brasil

Diante do Museu do Ipiranga uma mesa coberta de veludo vermelho ostentava um artístico pergaminho com uma prece a Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil, que foi solenemente assinada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira e pelos demais membros do Conselho Nacional, pedindo que jamais o divórcio fosse introduzido no Brasil.